Sistema ERP para Empresa: Seu Negócio Dá Lucro?
Entenda como analisar o lucro da sua empresa, identificar gastos que prejudicam os resultados e tomar decisões com base em informações financeiras confiáveis.
Uma empresa pode vender todos os dias, movimentar valores elevados e, mesmo assim, terminar o mês com pouco lucro ou até prejuízo. Para descobrir se o negócio realmente está dando resultado, não basta acompanhar o faturamento ou consultar o saldo bancário. É necessário comparar as receitas com os custos das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados, as despesas operacionais, os tributos e os demais gastos do período. Também é importante identificar quais produtos ou serviços oferecem melhores margens e quais operações estão consumindo recursos sem gerar retorno suficiente. Neste artigo, você entenderá como calcular o lucro empresarial, interpretar os principais indicadores financeiros e organizar as informações necessárias para tomar decisões com mais segurança.
O que você vai aprender neste artigo:
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Faturamento elevado não significa necessariamente lucro.
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O lucro precisa considerar receitas, custos, despesas e tributos do período.
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A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ajuda a identificar lucro ou prejuízo.
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A margem de contribuição mostra quanto cada venda ajuda a cobrir os gastos fixos.
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Lucro e fluxo de caixa devem ser acompanhados separadamente.
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Um ERP pode facilitar a análise, mas os resultados dependem da qualidade dos registros e dos processos.
Como saber se a sua empresa está realmente dando lucro?
Uma empresa está dando lucro quando suas receitas são suficientes para cobrir os custos, despesas, tributos e demais encargos considerados na apuração do resultado. Para verificar isso corretamente, o gestor precisa analisar um período definido e comparar os valores utilizando critérios consistentes, em vez de observar somente as vendas realizadas.
Imagine uma loja que faturou R$ 80 mil durante o mês. À primeira vista, esse valor pode transmitir a impressão de que o negócio está crescendo.
Entretanto, durante o mesmo período, a empresa também precisou pagar fornecedores, manter sua estrutura, arcar com despesas comerciais, recolher tributos e assumir outros compromissos.
Se todos esses valores não forem considerados, o empresário pode acreditar que possui um lucro maior do que o real.
É nesse contexto que um sistema ERP para empresa pode contribuir, reunindo informações de vendas, compras, estoque e financeiro para facilitar a análise dos resultados.
No entanto, a tecnologia não substitui o entendimento dos números. O gestor precisa saber o que representa cada informação apresentada.
O que deve entrar na análise do lucro?
Para começar, é necessário identificar os principais grupos de informações:
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Receitas: valores reconhecidos pelas vendas de produtos ou prestação de serviços.
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Custos: valores diretamente relacionados às mercadorias vendidas, à produção ou à execução dos serviços.
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Despesas operacionais: gastos necessários para manter as atividades comerciais e administrativas.
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Tributos: valores incidentes sobre receitas ou resultados, conforme as regras aplicáveis.
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Resultado financeiro: receitas e despesas financeiras, como juros e encargos.
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Ajustes contábeis: depreciações, provisões e outros registros aplicáveis à atividade.
Essas informações permitem identificar quanto a empresa realmente ganhou ou perdeu durante determinado período.
Um cuidado importante é não considerar toda saída de dinheiro como despesa do mês. Compras de estoque, investimentos em equipamentos e pagamentos de empréstimos podem ter tratamentos contábeis diferentes.
Por isso, a análise gerencial deve ser conciliada com os registros contábeis e revisada por um profissional responsável quando necessário.
Qual é a diferença entre faturamento, lucro e dinheiro em caixa?
Faturamento representa o valor das vendas realizadas, lucro é o resultado obtido após considerar os custos e despesas correspondentes, e caixa indica o dinheiro disponível em determinado momento. Essas informações estão relacionadas, mas respondem a perguntas diferentes sobre a situação financeira da empresa.
Faturamento: quanto a empresa vendeu
O faturamento mostra o volume de vendas de produtos ou serviços em determinado período.
Uma distribuidora pode registrar R$ 150 mil em vendas durante o mês, mas esse valor não representa o lucro da operação.
Parte dele será utilizada para cobrir o custo das mercadorias, os tributos, as despesas de distribuição e a manutenção do negócio.
Além disso, algumas vendas podem ter sido realizadas a prazo. Nesse caso, o faturamento pode ser reconhecido antes do recebimento do dinheiro, conforme os critérios contábeis aplicáveis.
Lucro: quanto a operação realmente gerou de resultado
O lucro considera as receitas reconhecidas e os gastos correspondentes ao período.
No cálculo gerencial simplificado:
Lucro = Receitas − Custos − Despesas − Tributos e demais encargos aplicáveis
Uma empresa que fatura R$ 100 mil pode apresentar um lucro líquido de R$ 8 mil, por exemplo, dependendo de seus custos, despesas e obrigações.
O objetivo da análise não é apenas verificar se o resultado foi positivo, mas entender como ele foi formado.
Caixa: quanto dinheiro está disponível
O saldo bancário não indica, sozinho, se a empresa teve lucro.
Considere uma empresa que realizou R$ 30 mil em vendas a prazo. A receita pode integrar o resultado do período, mas o dinheiro somente entrará no caixa nas datas de recebimento.
Também pode ocorrer o contrário: a empresa recebe R$ 20 mil de um empréstimo. O saldo bancário aumenta, mas esse valor não representa lucro, pois existe uma obrigação de pagamento.
Da mesma forma, comprar mercadorias para estoque pode reduzir o caixa sem que todo o valor se transforme imediatamente em custo das vendas.
Por isso, o gestor precisa trabalhar com duas visões:
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Resultado econômico: mostra se a operação gerou lucro ou prejuízo.
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Fluxo de caixa: mostra a movimentação e a disponibilidade do dinheiro.
A distinção também está presente nas orientações contábeis sobre demonstrações de fluxos de caixa disponibilizadas pelo Banco Central.
Um sistema ERP para empresa pode ajudar a organizar as duas análises, desde que os registros de competência, pagamentos e recebimentos sejam tratados corretamente.
Como calcular o lucro de uma empresa na prática?
O caminho mais adequado é organizar as receitas, deduzir os tributos e abatimentos correspondentes, subtrair os custos das vendas e considerar as demais despesas do período. Essa apuração pode ser apresentada em uma Demonstração do Resultado do Exercício, conhecida como DRE, que permite visualizar como o lucro ou prejuízo foi formado.
Entenda a DRE com um exemplo
Considere uma empresa comercial que deseja analisar o resultado de um mês.
Tabela: Exemplo de apuração mensal do lucro de uma empresa comercial
| Etapa da apuração | Valor |
|---|---|
| Receita bruta das vendas | R$ 100.000 |
| (-) Devoluções e descontos concedidos | R$ 3.000 |
| (-) Tributos incidentes sobre as vendas | R$ 7.000 |
| Receita líquida | R$ 90.000 |
| (-) Custo das mercadorias vendidas | R$ 58.000 |
| Lucro bruto | R$ 32.000 |
| (-) Despesas operacionais | R$ 20.000 |
| (-) Despesas financeiras líquidas | R$ 3.000 |
| Resultado antes dos tributos sobre o lucro | R$ 9.000 |
| (-) Tributos sobre o lucro, quando aplicáveis | R$ 1.000 |
| Lucro líquido do período | R$ 8.000 |
Os valores são fictícios e demonstram uma apuração simplificada. A classificação e a incidência dos tributos variam conforme o regime tributário, a atividade e os critérios contábeis da empresa. O exemplo não substitui uma DRE contábil.
Nesse cenário, a empresa faturou R$ 100 mil, mas apresentou um lucro líquido de R$ 8 mil.
Isso significa que apenas uma parcela das vendas permaneceu como resultado depois das deduções consideradas.
A informação mais importante não é apenas o lucro final. O gestor também deve observar quais grupos de gastos consumiram a maior parte das receitas.
Por exemplo, se o custo das mercadorias vendidas estiver aumentando continuamente, pode existir um problema relacionado aos preços de compra, à formação do preço de venda ou às perdas de estoque.
Se as despesas operacionais crescerem mais rapidamente do que as receitas, será necessário investigar a estrutura de gastos.
A estrutura conceitual da DRE e o reconhecimento das receitas e despesas por competência são abordados nas orientações contábeis da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Como calcular a margem de lucro líquido?
Conhecer o lucro em reais é importante, mas calcular sua proporção em relação à receita permite avaliar a eficiência do negócio.
Uma fórmula usual é:
Margem líquida = (Lucro líquido ÷ Receita líquida) × 100
Utilizando os valores do exemplo:
Margem líquida = (8.000 ÷ 90.000) × 100
Margem líquida = aproximadamente 8,9%
Isso significa que, para cada R$ 100 de receita líquida, aproximadamente R$ 8,90 permaneceram como lucro.
Não existe uma margem ideal que sirva para todos os negócios. Empresas comerciais, indústrias e prestadoras de serviços possuem estruturas de custos diferentes.
O mais importante é avaliar a evolução do indicador, compará-lo com as necessidades do negócio e verificar se o resultado é suficiente para sustentar suas atividades e seus objetivos.
Quais indicadores financeiros ajudam a identificar se o negócio é lucrativo?
Os principais indicadores são margem bruta, margem de contribuição, margem líquida e ponto de equilíbrio. Cada um mostra uma parte diferente do resultado: o retorno obtido nas vendas, a contribuição para cobrir gastos fixos, o lucro final e o volume mínimo necessário para equilibrar a operação.
Margem bruta
A margem bruta mostra a parcela da receita líquida que permanece depois de descontar os custos dos produtos ou serviços vendidos.
Margem bruta = (Lucro bruto ÷ Receita líquida) × 100
No exemplo anterior, a empresa obteve R$ 32 mil de lucro bruto sobre R$ 90 mil de receita líquida.
Sua margem bruta foi de aproximadamente 35,6%.
Esse indicador ajuda a perceber se os custos diretamente relacionados às vendas estão consumindo uma parcela elevada das receitas.
Entretanto, margem bruta positiva não significa necessariamente lucro líquido, porque ainda existem despesas e outros encargos a considerar.
Margem de contribuição
A margem de contribuição mostra quanto cada venda gera depois de descontados os custos e despesas variáveis.
Esse valor contribui para pagar os gastos fixos e, depois de cobertos esses gastos, formar o resultado da empresa.
A fórmula simplificada é:
Margem de contribuição = Receita de venda − Custos e despesas variáveis
Imagine um produto vendido por R$ 100 que possui R$ 65 de custos e despesas variáveis associados à venda.
A margem de contribuição será de R$ 35.
Isso significa que cada unidade vendida contribui com R$ 35 para cobrir a estrutura fixa e, posteriormente, gerar lucro.
A margem de contribuição não deve ser confundida com lucro líquido.
Margem líquida
A margem líquida mostra a proporção da receita que permanece como lucro depois de considerados os custos, despesas, tributos e demais efeitos aplicáveis à apuração.
Ela ajuda a comparar o resultado da empresa entre meses ou períodos equivalentes.
Por exemplo, se o faturamento crescer, mas a margem líquida diminuir, será necessário investigar quais gastos aumentaram em proporção maior que as receitas.
Um sistema ERP para empresa pode facilitar essa comparação quando dispõe de relatórios financeiros devidamente alimentados e conciliados.
Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio indica o volume de vendas necessário para cobrir os gastos considerados no cálculo, sem gerar lucro ou prejuízo.
Imagine uma empresa com:
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Custos e despesas fixas mensais de R$ 14 mil.
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Margem de contribuição de R$ 35 por unidade vendida.
O cálculo simplificado será:
Ponto de equilíbrio = Gastos fixos ÷ Margem de contribuição unitária
14.000 ÷ 35 = 400 unidades
Nesse exemplo, a empresa precisaria vender 400 unidades para cobrir os gastos considerados.
O cálculo pressupõe margem unitária constante e não inclui eventuais particularidades de uma operação com diferentes produtos.
Além disso, lucratividade e rentabilidade não são exatamente a mesma coisa. A lucratividade relaciona o lucro à receita; já a rentabilidade pode avaliar o retorno em relação ao capital investido, conforme o indicador utilizado.
Acompanhar esses números em conjunto oferece uma visão mais completa do desempenho.
Por que uma empresa vende bastante, mas consegue lucrar pouco?
Isso costuma acontecer quando o crescimento das vendas não é acompanhado por margens suficientes para cobrir os custos e as despesas. Descontos excessivos, preços desatualizados, perdas de estoque, gastos operacionais elevados e custos não considerados na precificação podem comprometer o resultado, mesmo em períodos de alta movimentação.
Preços de venda que não acompanham os custos
Uma empresa pode manter o mesmo preço por vários meses enquanto fornecedores reajustam seus produtos.
Com isso, a margem diminui gradualmente.
Imagine uma mercadoria vendida por R$ 150 que anteriormente custava R$ 85 e passou a custar R$ 105.
A diferença entre preço de venda e custo de aquisição caiu de R$ 65 para R$ 45, antes mesmo de considerar impostos, taxas e outras despesas.
Se o gestor observar somente a quantidade vendida, poderá não perceber a redução do resultado.
A revisão de preços deve considerar custos atualizados, condições comerciais, despesas variáveis e a realidade do mercado.
Descontos concedidos sem avaliar a margem
Uma promoção pode aumentar o volume de vendas, mas reduzir o retorno de cada operação.
Suponha que um produto seja vendido por R$ 200 e tenha R$ 140 de custos e despesas variáveis.
Sua margem de contribuição inicial será de R$ 60.
Se a empresa conceder um desconto de R$ 20 e os demais gastos permanecerem iguais, a contribuição cairá para R$ 40.
Ou seja, um desconto de 10% sobre o preço inicial provocou uma redução de aproximadamente 33,3% na contribuição unitária.
Esse exemplo mostra por que as decisões promocionais precisam considerar o resultado, e não apenas o faturamento.
Despesas que ficam fora da análise
Taxas de cartão, fretes, embalagens, serviços contratados, despesas bancárias e juros podem reduzir o lucro.
Esses valores nem sempre recebem a mesma atenção que as compras de mercadorias.
Quando são registrados sem classificação adequada, fica mais difícil identificar sua participação no resultado.
O ideal é organizar os gastos por natureza e verificar quais estão aumentando ao longo dos meses.
Perdas e divergências no estoque
Mercadorias danificadas, vencidas, extraviadas ou registradas incorretamente afetam a análise de custos e margens.
Uma loja pode apresentar um relatório de vendas aparentemente positivo enquanto enfrenta diferenças entre o estoque físico e os registros do sistema.
Nessas situações, é necessário investigar as movimentações, identificar suas causas e realizar os ajustes com documentação e critérios apropriados.
Retiradas e gastos dos sócios sem classificação correta
Outro problema ocorre quando os recursos da empresa são utilizados sem distinguir despesas operacionais, pró-labore, distribuição de lucros e retiradas de outra natureza.
O pró-labore, quando aplicável, integra a estrutura de despesas conforme o tratamento contábil correspondente. Já uma distribuição de lucros não deve ser registrada como despesa operacional para reduzir artificialmente o resultado.
A separação adequada dessas movimentações evita distorções e facilita a conciliação com a contabilidade.
Um sistema ERP para empresa pode organizar os lançamentos, mas a classificação correta dos valores continua sendo responsabilidade dos processos financeiros e contábeis.
Como descobrir quais produtos, serviços ou pedidos realmente geram lucro?
É necessário analisar o resultado das operações individualmente, considerando o preço efetivamente praticado e os custos e despesas associados. Produtos com maior volume de vendas nem sempre apresentam a melhor contribuição financeira. A avaliação deve considerar também devoluções, descontos, desperdícios e gastos específicos de cada atividade.
No comércio: avaliar a margem por produto
Considere uma mercadoria com os seguintes valores fictícios:
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Preço de venda: R$ 200.
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Custo da mercadoria: R$ 120.
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Tributos sobre a venda: R$ 16.
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Taxa de pagamento: R$ 5.
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Frete assumido pela loja: R$ 15.
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Embalagem: R$ 4.
Após descontar esses valores, restam R$ 40 de margem de contribuição.
Isso representa 20% do preço de venda.
Entretanto, os R$ 40 ainda precisarão contribuir para cobrir os gastos fixos da empresa.
Portanto, não seria correto afirmar que o produto gerou R$ 40 de lucro líquido.
A análise permite perceber como despesas aparentemente pequenas podem consumir parte significativa da margem.
Na distribuição: incluir o custo de atendimento dos pedidos
Uma distribuidora pode vender grandes volumes para determinados clientes e, ainda assim, obter margens reduzidas.
Isso pode ocorrer quando os pedidos exigem entregas frequentes, descontos específicos ou despesas logísticas elevadas.
A análise deve considerar fatores como:
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Preço praticado e custo de aquisição.
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Frete e despesas de entrega.
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Condições de pagamento.
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Tributos e encargos variáveis.
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Devoluções, abatimentos e perdas.
Um pedido com faturamento menor pode apresentar uma contribuição superior à de outro com valor elevado, dependendo dos gastos envolvidos.
Na prestação de serviços: calcular os custos de execução
Uma empresa de assistência técnica pode cobrar R$ 350 por determinado reparo.
Para avaliar o resultado, precisa considerar peças utilizadas, tempo de execução, deslocamentos, taxas e eventuais retrabalhos.
Se a ordem de serviço exigir uma nova visita não prevista, o custo poderá ser maior que o inicialmente calculado.
Registrar materiais e recursos utilizados em cada atendimento ajuda a comparar o orçamento com a execução.
Na indústria: acompanhar os custos reais de fabricação
Na indústria, a análise precisa considerar matéria-prima, consumo de insumos, operações produtivas, perdas e demais custos de fabricação.
Uma ordem de produção pode apresentar consumo de material superior ao planejado.
Se o custo real não for atualizado, a empresa poderá manter preços inadequados ou interpretar incorretamente a margem do produto.
Por isso, integrar informações de compras, estoque, produção e faturamento contribui para formar uma visão gerencial mais confiável.
Em todos esses segmentos, o sistema ERP para empresa deve ajudar a relacionar as informações operacionais aos resultados financeiros. A análise do lucro líquido por produto ou serviço, quando necessária, também exige critérios coerentes de alocação dos gastos compartilhados.
Como utilizar um sistema ERP para empresa para acompanhar o lucro passo a passo?
O processo começa pela organização dos cadastros e dos critérios de apuração, passa pelo registro das operações e pela conferência das informações, e termina na análise periódica dos resultados. Um ERP facilita esse trabalho quando os módulos necessários estão integrados e os registros representam corretamente o que aconteceu na empresa.
Etapa inicial: definir o período e organizar os dados
Antes de gerar relatórios, determine quais informações serão utilizadas na análise.
O mais comum é realizar o fechamento gerencial mensal, mantendo acompanhamentos mais frequentes para identificar problemas antecipadamente.
Nessa etapa, é importante:
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Definir o período de análise.
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Organizar categorias de receitas, custos e despesas.
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Verificar os critérios de apuração com a contabilidade.
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Conferir os cadastros de produtos e serviços.
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Estabelecer responsáveis pelas conferências.
Também é necessário verificar como a empresa registra o custo dos produtos, especialmente quando realiza compras em diferentes condições comerciais.
Um cadastro desatualizado pode comprometer a análise mesmo quando o relatório é gerado corretamente.
Para operações de menor porte, a escolha de sistemas ERP para pequenas empresas também deve considerar os controles realmente necessários, a facilidade de uso e a possibilidade de acompanhar o crescimento do negócio.
Registro: acompanhar todas as operações relevantes
A segunda etapa consiste em registrar as movimentações que afetam os resultados.
Entre elas estão vendas, devoluções, compras, despesas, recebimentos, pagamentos e movimentações de estoque.
O registro deve refletir a natureza da operação.
Uma venda parcelada, por exemplo, precisa ter informações que permitam acompanhar tanto a receita reconhecida quanto os recebimentos previstos.
Da mesma maneira, uma compra destinada ao estoque não deve ser confundida automaticamente com o custo total das mercadorias vendidas naquele mês.
Conferência: comparar o sistema com os documentos e movimentações reais
Antes de analisar o lucro, confira os dados que alimentam os relatórios.
Verifique se as vendas registradas correspondem às operações efetivamente realizadas e se cancelamentos e devoluções foram considerados.
Compare também os lançamentos financeiros com extratos bancários e documentos de pagamento.
Outros pontos relevantes incluem:
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Custos de aquisição utilizados no estoque.
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Despesas cadastradas em categorias corretas.
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Tarifas e encargos financeiros.
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Documentos fiscais relacionados às operações.
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Diferenças de inventário e ajustes de estoque.
Esse trabalho ajuda a identificar informações ausentes, duplicadas ou classificadas incorretamente.
Integração: relacionar vendas, compras, estoque e financeiro
Uma das contribuições de um ERP é permitir que diferentes processos utilizem informações relacionadas.
Em uma operação comercial, o fluxo pode funcionar da seguinte maneira:
Compra → Entrada no estoque → Venda → Baixa do estoque → Faturamento → Registro financeiro → Análise do resultado
A integração depende dos recursos disponíveis e de sua configuração.
Por exemplo, se uma venda for cancelada, a empresa deverá conferir se os efeitos sobre estoque, financeiro e documentos fiscais foram tratados corretamente.
Não basta ter os módulos disponíveis. As movimentações precisam seguir regras que representem a operação real.
Quando a ferramenta utilizada não acompanha as necessidades operacionais do negócio, vale conhecer as diferenças entre um ERP personalizado ou genérico e avaliar se existe necessidade de adaptação ou migração.
Acompanhamento: verificar os indicadores durante o mês
Esperar o encerramento do período para descobrir problemas pode dificultar a correção de situações que já estavam acontecendo.
O acompanhamento diário ou semanal permite identificar alterações importantes.
Entre os pontos de atenção estão:
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Quedas na margem de determinados produtos.
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Aumento de descontos concedidos.
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Crescimento das despesas financeiras.
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Diferenças de estoque.
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Contas vencidas e recebimentos em atraso.
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Aumento dos custos de compras.
Esses sinais não comprovam, isoladamente, a existência de prejuízo. Eles mostram onde vale aprofundar a investigação.
Análise: gerar os relatórios e interpretar os resultados
Depois de conferir as informações, o gestor pode utilizar os relatórios para avaliar o desempenho da empresa.
Os mais relevantes são:
DRE gerencial: apresenta receitas, custos, despesas e resultado do período. Deve ser conciliada com a apuração contábil.
Relatório de vendas por produto ou serviço: permite identificar operações com maior faturamento e analisar suas margens.
Relatório de custos e despesas: mostra onde os recursos estão sendo consumidos e quais categorias apresentaram aumentos.
Fluxo de caixa realizado e previsto: ajuda a identificar a disponibilidade financeira e os compromissos futuros.
Contas a receber: apresenta valores pendentes, vencimentos e possíveis atrasos.
Relatório de estoque: auxilia na identificação de perdas, diferenças e mercadorias com baixa movimentação.
A interpretação deve considerar o contexto. Um aumento pontual de despesas pode estar relacionado a um investimento operacional necessário ou a um gasto não recorrente.
Por isso, antes de tomar decisões, é importante comparar os períodos, investigar as causas e distinguir alterações temporárias de problemas recorrentes.
O sistema ERP para empresa ajuda a organizar essas informações, mas não garante resultados positivos automaticamente.
O que fazer quando a empresa apresenta lucro baixo ou prejuízo?
O primeiro passo é identificar se o problema está na margem das vendas, no volume comercializado, nos custos, nas despesas ou em registros incorretos. Somente depois dessa análise faz sentido decidir entre revisar preços, renegociar compras, reduzir gastos, ajustar processos ou modificar a estratégia comercial.
Descubra onde o resultado está sendo comprometido
Comece comparando a DRE atual com a de períodos anteriores.
Se o faturamento aumentou e o lucro diminuiu, verifique a evolução dos custos e despesas.
Se as vendas permaneceram estáveis, mas a empresa passou a apresentar prejuízo, investigue quais gastos cresceram ou quais margens foram reduzidas.
Se o lucro permanece positivo, mas falta dinheiro para pagar fornecedores, analise os prazos de recebimento, pagamentos, estoques e demais fatores que afetam o capital de giro.
Cada situação exige uma resposta diferente.
Priorize correções com base nos números
Algumas ações que podem ser avaliadas são:
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Revisar preços de produtos com contribuição insuficiente.
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Negociar condições de compra e custos logísticos.
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Investigar despesas recorrentes com pouca utilidade para a operação.
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Corrigir falhas de estoque que provocam perdas.
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Avaliar descontos e condições comerciais que reduzem margens.
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Ajustar prazos financeiros quando existe desequilíbrio entre recebimentos e pagamentos.
É importante considerar os efeitos de cada decisão.
Aumentar preços indiscriminadamente, por exemplo, pode reduzir a demanda. Cortar despesas sem avaliar sua função pode prejudicar atividades necessárias para manter as vendas.
O ideal é simular cenários antes de realizar alterações relevantes.
Crie uma rotina para acompanhar a evolução
Uma rotina simples pode dividir o acompanhamento em três momentos.
Diariamente: conferir movimentações financeiras, vendas, recebimentos e ocorrências relevantes.
Semanalmente: acompanhar margens, despesas variáveis, inadimplência e diferenças operacionais.
Mensalmente: fechar os resultados, analisar a DRE, comparar indicadores e revisar as ações adotadas.
O responsável pela gestão deve registrar quais problemas foram identificados, quais medidas foram aplicadas e se os indicadores apresentaram mudanças nos períodos seguintes.
Esse acompanhamento ajuda a evitar decisões baseadas somente na percepção de que o movimento da empresa está bom ou ruim.
Mais importante do que vender bastante é compreender quanto cada operação contribui para sustentar o negócio.
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